A fundação do Rio de Janeiro em 1565 marca o início da ocupação colonial portuguesa na região, estabelecendo as bases para o desenvolvimento urbano e social que, séculos depois, daria origem ao Morro da Providência.
A construção da Capela Nossa Senhora do Livramento em 1670 é um marco religioso importante na área, simbolizando a consolidação da presença católica no território que mais tarde se tornaria o Morro da Providência.
Durante a invasão francesa ao Rio de Janeiro, em 1711, as tropas lideradas por René Duguay-Trouin possivelmente ocuparam o morro, refletindo a importância estratégica da região na defesa da cidade.
A Capela Madre de Deus, erguida em 1733, reforçou o papel da religião no cotidiano dos moradores, consolidando o território como um espaço de devoção e prática religiosa.
Em 1770, uma planta oficial da cidade do Rio de Janeiro identificou o morro como Morro de Paulo Caieiro, demonstrando o reconhecimento formal da área e seu nomeação dentro dos documentos oficiais.
A abertura do Mercado de Escravizados no Valongo em 1774 transformou a região portuária em um dos principais pontos de comércio de escravizados do país, conectando diretamente o morro às tragédias da diáspora africana.
A abertura do Cais do Valongo em 1811 solidificou o papel da região na recepção de africanos escravizados, marcando um período sombrio na história do Rio de Janeiro, com impactos duradouros no Morro da Providência.
Em 1814, foi inaugurado o Cemitério dos Ingleses, um dos primeiros cemitérios protestantes da cidade, localizado próximo ao morro, simbolizando a diversidade religiosa e cultural emergente na região.
O nascimento de Machado de Assis em 1839, no Morro do Livramento, destaca o morro como berço de um dos maiores escritores da literatura brasileira, cujas obras capturaram as complexidades sociais e culturais do Brasil.
O início das atividades na pedreira em 1850 marca o começo da exploração dos recursos naturais do morro, que seria fundamental para o desenvolvimento urbano e econômico da área ao longo dos anos.